segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Capitulo 2

Capítulo 2
Por Pouco
Prof. De História: Bom dia meninos, desculpem a demora mas tive de ir tirar umas fotocópias primeiro. Bom abram os cadernos e escrevam o sumário. “ Entrega e correcção dos testes de avaliação.”.
Quando a professora disse que ia entregar os testes estremeci, o teste correu-me pessimamente mal, provavelmente esta ira ser a minha primeira negativa a história. Eu sabia que aquele dia ira chegar mas nunca pensei que fosse tão cedo.
Mónica: Professora, os testes estão muito maus?
Prof. De História: Menina nem me diga nada! Estes vossos testes estão uma lástima! – No fim de dizer esta vergonha, começou a entregar os testes, por ordem numérica.
Á medida que ia entregando os testes, a minha vez aproximava-se, e os meus nervos cada vez aumentavam mais, estava a ver que me dava um fanico!
Prof. De História: Ricardo? Onde está o Ricardo?- disse isto levantando a cabeça para o tentar avistar. – Há estas ai! – Disse com satisfação. Inclinou-se para ele e sussurrou baixinho, mas não o suficiente para a turma não ouvir. – Muito bem!
Ricardo: Obrigado Professora!- disse com um sorriso tímido que só ele sabia fazer.
Prof. De História: Olívia! Não sei como é que foste capaz de fazer um teste assim, devo confessar que quando comecei a ler o teu teste, pensei que fosse de outra turma!- disse isto e entregou-me o teste sem desenhar qualquer expressão na cara. Antes que tivesse tempo para ver a desgraça daquela nota, a professora sussurrou baixinho. – Parabéns!
Antes de me aperceber do que tinha ouvido, olhei para o cabeçalho do teste e procurei onde  estava  a nota e vi um muito bom, escrito com letras grandes e um 100% ao lado entre parênteses.
Olívia: Eu sabia, que ia tirar negat… MUITO BOM!?- não queria acreditar no que tinha acabado de acontecer! Tinha tirado um muito bom e, para ser sincera o teste correu-me mesmo muito mal.
Já depois da aula, quando me preparava para sair e ir ter com Hugo, eis uma voz que surge baixinho no meu ouvido e uma mão morena aperta a minha.
Martim: Olá eu sou o Martim, ainda não me tinha apresentado.- sorriu e inclinou-se para me cumprimentar e eu deixei que os seus macios lábios poisassem suavemente sob a minha bochecha, os meus lábios percorreram o mesmo caminho mas desta vez na sua cara.
Olívia: Olá! Prazer em conhecer-te! – fomos descendo as escadas em direcção ao bar, ele era um rapaz muito interessante e muito simpático. – Então estas a gostar desta escola?
Martim: Sim, parece ser fixe, ainda não tenho muito pra dizer porque ainda só cheguei hoje, mas já deu para perceber que há pessoas super interessantes, por aqui – piscou-me o olho e um arrepio subiu-me pela espinha acima.
Olívia: Bem então parece que te estas a integrar muito bem!- tinha de dizer alguma coisa para acabar com aquele silencio constrangedor.
Martim: Parece que sim! – Sorriu e inesperadamente uma pergunta surgiu-lhe da boca – Então tem namorado?
Olívia: Sim, tenho… e tu? – Ao perguntar isso olhei-o nos olhos, assim teria a certeza que não me estava a mentir.
Martim: Tinha lá no Porto, mas agora vim para aqui com a minha mãe, e tivemos de acabar.- Notei um certo brilho nos seus olhos.
Olívia: Deve ter sido complicado, uma separação assim, ainda devem gostar um do outro não? – Perguntei com receio de estar a por o dedo na ferida.
Martim: É sempre difícil, mas era o que tinha de acontecer, e aconteceu, agora somos amigos e cada um vai tentar refazer a sua vida, eu cá e ela lá – respondeu-me com uma imensa ternura que só me deu vontade de o abraçar bem conta o meu corpo, como se fosse um porto seguro para ele, e talvez para lhe dizer que não está sozinho.
No final desta conversa a campainha da escola soou e era tempo de voltar as aulas. Tinha-mos de mudar de bloco, e como ele ainda se sentia perdido ali, sem que ele desse conta a minha mão puxou a dele em direcção a porta de saída do bloco.
Olívia: Bora! Já tocou, vamos ter Filosofia e a professora é muito exigente em relação a pontualidade, e não queremos que no teu primeiro dia, apanhes um sermão!
A meio do caminho, parou e por consequência eu embati no seu corpo, e os nossos lábios por pouco que não se tocavam.
Martim: Obrigada, ainda agora aqui cheguei e sem me conheceres já estas a fazer sentir-me em casa.- Disse isto e um sorriso desfez-se nos seus lábios, e inclinou-se para fazer a união dos nossos lábios.
Afastei-me para não acontecer nada de que mais tarde me viesse a arrepender.
Olívia: Não é preciso agradeceres. – Ele respeitou o espaço que nos separava.

Martim: Vamos lá! Já tocou á algum tempo! – Desta vez foi a sua mão, que com toda a delicadeza pegou na minha mão para me levar em direcção ao bloco.

Capitulo 1

Capítulo 1
O primeiro olhar
Mais um dia cansativo de aulas, finalmente chegou ao fim. Estava cansada e só queria ir para casa mas a Tânia, essa ninguém a parava, aquela miúda parecia que estava ligada á corrente eléctrica.
Andava-mos ás compras na baixa de Lisboa á mais de duas horas, e eu já não me aguentava mais das minhas pernas.
Olívia: Tânia, já comprámos Lisboa inteira, agora é melhor irmos andando porque depois de amanha temos teste a Matemática e a matéria ainda é alguma! – Relembrei-a, realçando a palavra teste.
Tânia: Ai! Olha sabes que mais? – Perguntou- me com um ar meio chateado. – És uma desmancha-prazeres! Tinhas de falar na porcaria do teste! – Refilou como se fosse uma criança pequena.
Olívia: Pois é queres farra mas se não te aplicares aposto que a D. Lurdes te corta a mesada! – disse lhe isto e não resisti em soltar uma pequena gargalhada. – Vá vamos lá embora porque hoje ainda tenho muito para fazer, e tu também! – Puxei-a pela mão em direcção ao parque de estacionamento onde tinha a minha mota.
Em casa da Tânia:
Olívia: Pronto já estas em casa!
Tânia: Pois e graças a quem? A esta hora podia estar a experimentar o vestido para levar ao baile de finalistas – resmungou.
Olívia: Já estás a variar! Para a próxima vais a pé! – Disse em tom de brincadeira e soltando alguns risos pelo meio.
Tânia: Então já sabes com quem vais ao baile?
Olívia: Não ainda não me disseram nada, mas sinceramente não estou com muita vontade de ir agora para um baile, quando sei que para o ano vou a um exactamente igual! – Disse eu mostrando pouca vontade em ir.
D. Lurdes: Tânia! Filha já estas em casa amor?
Tânia: Bem está na minha hora! Amanha a gente vê-se na escola.
Olívia: Está bem então até lá!
Despedimo-nos com dois beijinhos e cada uma seguiu o seu caminho.
Cheguei a casa e a minha mãe já estava a cozinhar o nosso jantar, hoje só éramos nós as duas porque o meu pai e o meu irmão foram ver o jogo do Benfica ao estádio da Luz.
Mãe: Olá amor!- cumprimentou-me com dois beijos na testa.
Olívia: Olá mãe – retribui-lhe os dois beijos na face.- O que vai ser o jantar mãe? – Perguntei ao mesmo tempo que me inclinava para tirar o testo á panela.
Mãe: Carne de porco á alentejana!- disse com um sorriso na cara.
Olívia: Humm! Que cheirinho! Olha, vou lá para cima para o meu quarto, quando essa especialidade estiver pronta chama-me que eu em menos de um minuto estou cá em baixo.
Mãe: Está bem – afirmou com a cabeça positivamente. - Olívia? – Voltou a chamar-me.
Olívia: Sim mãe chamaste? – Perguntei já no cimo das escadas.
Mãe: Sim chamei, chega aqui um minutinho a baixo. – Pediu, com a voz receosa.
Olívia: Sim mãe o que se passa, ainda agora estive aqui!
Mãe: Eu sei, mas queria fazer-te uma pergunta.
Olívia: Diz mãe!- Incentivei-a a perguntar
Mãe: È que a tua directora de turma ligou-me durante esta tarde para me informar que amanhã iria entrar um novo membro para a tua turma. Porque é que não me disseste nada?
Olívia: Ó mãe, por não achei necessário dizer-te, aliás nem nunca mais me lembrei desse assunto, mas não ligues aquilo que a directora de turma diz! - Brinquei
Mãe: Hum está bem.
Escola
Olívia: Olá turma do meu coração!
Tânia: Olá, ainda bem que chegas-te, já viste a brasa que está ali ao pé da janela?
Foi nesse momento que o meu olhar se cruza com o daquele rapaz lindo, não podia ser aquele o novo membro da turma.
Ele era moreno tinha os olhos castanhos cor de avelã, o seu cabelo era um tanto pouco comprido do estilo “Zac Efron”, lindo, os seus lábios cor de cereja. Aquele era sem dúvida o rapaz mis bonito que alguma vez eu vira. A maneira de ele estar realçava-lhe as madeixas loiras do seu cabelo.
Era perfeito, mas agora era altura de regressar a terra, e por muito bonito que o rapaz fosse eu tinha de me lembrar que tenho namorado.
De repente sinto uns braços fortes, clorosos, e morenos que me eram totalmente reconhecíveis em volta da minha cintura, de seguida uns lábios doces e meigos a beijarem-me o pescoço. Era Hugo, o meu namorado.
Hugo: Bom dia sol da minha vida, luz do meu dia, lua da minha noite! – Cumprimentou-me.  
Calei-o com um beijo muito apaixonado. Esborrachei os meus lábios frios nos lábios quentes dele, e em movimentos lentos, as minhas mãos poisaram na sua cara macia e sedosa, e depressa a sua língua invadiu a minha boca e explorou-lhe todos os seus cantos, e logo a minha foi contra a dele.
Selei o beijo com um beijo leve nos lábios.
Olívia: Hum que maneira mais agradável de começar as aulas!- disse isto e um sorriso lindo desfez-se nos seus olhos assim como o gelo se derrete ao sol.
Hugo: Sim tens razão! Que bela maneira de começar as aulas! A olhar para esses olhinhos lindos! – Agora foi a minha vez de por o meu melhor sorriso, e ele não resistiu e roubou-me mais um beijo, doce e lento, um beijo como só ele sabia dar.
Eu e o Hugo somos de turmas diferentes, eu sou do 11º ano e ele é do 12º ano. Já tinha tocado á algum tempo, e a minha turma já se preparava para se por a andar, e eu e o Hugo já estávamos a combinar passar o meu furo juntos visto que ele tinha a manha livre, quando a minha professora de história resolve aparecer.
Olívia: Pois é, agora não vamos a lado nenhum a não ser para as aulas de história! – Disse eu com um sorriso super amarelo e em tom de voz irónico.
Hugo: Pois! E os nossos planos vão mais uma vez ao ar!- Resmungou e fez beicinho.
Roubei-lhe um beijo igual ou ainda melhor que o que ele me deu.
Olívia: Oh amor não fiques assim, porque quando acabar a aula vou logo ter contigo.
Roubei-lhe um último beijo e fui para a aula com a sensação de que o que tinha acabado de dizer não iria acontecer.


sábado, 8 de fevereiro de 2014

Prefácio

Prefácio

Quando adormecemos e perdemos a noção de tudo o que está a nossa volta e nos entregamos completamente ao sonho que estamos a viver, muitas vezes não queremos acordar e enfrentar a dura realidade deste nosso mundo.
Olívia é uma rapariga de 16 anos, normal como muitas outras da idade dela.
Ela está no 11º ano no curso de artes, a tentar concretizar o seu grande sonho desde pequenina.
Olívia é uma rapariga morena, serena, inteligente, e determinada a ser feliz.
A meio do ano lectivo, entra um novo membro para a sua turma, ele é o Martim, um jovem muito talentoso, bonito, e aos olhos de muita gente um menino de ouro.


Olívia está numa fase menos boa da sua vida, mas quando conhece Martim a sua vida muda completamente.