Capítulo 1
O primeiro olhar
Mais um dia cansativo de aulas, finalmente
chegou ao fim. Estava cansada e só queria ir para casa mas a Tânia, essa
ninguém a parava, aquela miúda parecia que estava ligada á corrente eléctrica.
Andava-mos ás compras na baixa de Lisboa á
mais de duas horas, e eu já não me aguentava mais das minhas pernas.
Olívia: Tânia, já comprámos Lisboa inteira,
agora é melhor irmos andando porque depois de amanha temos teste a Matemática e
a matéria ainda é alguma! – Relembrei-a, realçando a palavra teste.
Tânia: Ai! Olha sabes que mais? – Perguntou-
me com um ar meio chateado. – És uma desmancha-prazeres! Tinhas de falar na
porcaria do teste! – Refilou como se fosse uma criança pequena.
Olívia: Pois é queres farra mas se não te
aplicares aposto que a D. Lurdes te corta a mesada! – disse lhe isto e não
resisti em soltar uma pequena gargalhada. – Vá vamos lá embora porque hoje
ainda tenho muito para fazer, e tu também! – Puxei-a pela mão em direcção ao
parque de estacionamento onde tinha a minha mota.
Em casa da Tânia:
Olívia: Pronto já estas em casa!
Tânia: Pois e graças a quem? A esta hora
podia estar a experimentar o vestido para levar ao baile de finalistas –
resmungou.
Olívia: Já estás a variar! Para a próxima
vais a pé! – Disse em tom de brincadeira e soltando alguns risos pelo meio.
Tânia: Então já sabes com quem vais ao
baile?
Olívia: Não ainda não me disseram nada, mas
sinceramente não estou com muita vontade de ir agora para um baile, quando sei
que para o ano vou a um exactamente igual! – Disse eu mostrando pouca vontade
em ir.
D. Lurdes: Tânia! Filha já estas em casa amor?
Tânia: Bem está na minha hora! Amanha a
gente vê-se na escola.
Olívia: Está bem então até lá!
Despedimo-nos com dois beijinhos e cada uma
seguiu o seu caminho.
Cheguei a casa e a minha mãe já estava a
cozinhar o nosso jantar, hoje só éramos nós as duas porque o meu pai e o meu
irmão foram ver o jogo do Benfica ao estádio da Luz.
Mãe: Olá amor!- cumprimentou-me com dois
beijos na testa.
Olívia: Olá mãe – retribui-lhe os dois
beijos na face.- O que vai ser o jantar mãe? – Perguntei ao mesmo tempo que me
inclinava para tirar o testo á panela.
Mãe: Carne de porco á alentejana!- disse com
um sorriso na cara.
Olívia: Humm! Que cheirinho! Olha, vou lá
para cima para o meu quarto, quando essa especialidade estiver pronta chama-me
que eu em menos de um minuto estou cá em baixo.
Mãe: Está bem – afirmou com a cabeça
positivamente. - Olívia? – Voltou a chamar-me.
Olívia: Sim mãe chamaste? – Perguntei já no
cimo das escadas.
Mãe: Sim chamei, chega aqui um minutinho a
baixo. – Pediu, com a voz receosa.
Olívia: Sim mãe o que se passa, ainda agora
estive aqui!
Mãe: Eu sei, mas queria fazer-te uma
pergunta.
Olívia: Diz mãe!- Incentivei-a a perguntar
Mãe: È que a tua directora de turma ligou-me
durante esta tarde para me informar que amanhã iria entrar um novo membro para
a tua turma. Porque é que não me disseste nada?
Olívia: Ó mãe, por não achei necessário
dizer-te, aliás nem nunca mais me lembrei desse assunto, mas não ligues aquilo
que a directora de turma diz! - Brinquei
Mãe: Hum está bem.
Escola
Olívia: Olá turma do meu coração!
Tânia: Olá, ainda bem que chegas-te, já
viste a brasa que está ali ao pé da janela?
Foi nesse momento que o meu olhar se cruza
com o daquele rapaz lindo, não podia ser aquele o novo membro da turma.
Ele era moreno tinha os olhos castanhos cor
de avelã, o seu cabelo era um tanto pouco comprido do estilo “Zac Efron”,
lindo, os seus lábios cor de cereja. Aquele era sem dúvida o rapaz mis bonito
que alguma vez eu vira. A maneira de ele estar realçava-lhe as madeixas loiras
do seu cabelo.
Era perfeito, mas agora era altura de
regressar a terra, e por muito bonito que o rapaz fosse eu tinha de me lembrar
que tenho namorado.
De repente sinto uns braços fortes,
clorosos, e morenos que me eram totalmente reconhecíveis em volta da minha cintura,
de seguida uns lábios doces e meigos a beijarem-me o pescoço. Era Hugo, o meu
namorado.
Hugo: Bom dia sol da minha vida, luz do meu
dia, lua da minha noite! – Cumprimentou-me.
Calei-o com um beijo muito apaixonado.
Esborrachei os meus lábios frios nos lábios quentes dele, e em movimentos
lentos, as minhas mãos poisaram na sua cara macia e sedosa, e depressa a sua
língua invadiu a minha boca e explorou-lhe todos os seus cantos, e logo a minha
foi contra a dele.
Selei o beijo com um beijo leve nos lábios.
Olívia: Hum que maneira mais agradável de
começar as aulas!- disse isto e um sorriso lindo desfez-se nos seus olhos assim
como o gelo se derrete ao sol.
Hugo: Sim tens razão! Que bela maneira de
começar as aulas! A olhar para esses olhinhos lindos! – Agora foi a minha vez
de por o meu melhor sorriso, e ele não resistiu e roubou-me mais um beijo, doce
e lento, um beijo como só ele sabia dar.
Eu e o Hugo somos de turmas diferentes, eu
sou do 11º ano e ele é do 12º ano. Já tinha tocado á algum tempo, e a minha
turma já se preparava para se por a andar, e eu e o Hugo já estávamos a
combinar passar o meu furo juntos visto que ele tinha a manha livre, quando a
minha professora de história resolve aparecer.
Olívia: Pois é, agora não vamos a lado
nenhum a não ser para as aulas de história! – Disse eu com um sorriso super
amarelo e em tom de voz irónico.
Hugo: Pois! E os nossos planos vão mais uma
vez ao ar!- Resmungou e fez beicinho.
Roubei-lhe um beijo igual ou ainda melhor
que o que ele me deu.
Olívia: Oh amor não fiques assim, porque
quando acabar a aula vou logo ter contigo.
Roubei-lhe um último beijo e fui para a aula
com a sensação de que o que tinha acabado de dizer não iria acontecer.
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